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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pobre em nutrientes, açúcar é um mal desnecessário O organismo não necessita de açúcar refinado e doenças como câncer e obesidade estão ligadas ao seu consumo

O açúcar é uma coisa tão refinada que vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor. O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural. "Madame está nervosa? Dá água com açúcar pra ela que passa." Ou não é?


O açúcar refinado faz parte do dia a dia das pessoas, especialmente do brasileiro que gosta muito de sentir o doce nas em bebidas e nos alimentos. O que poucos sabem é que esse alimento passou a fazer parte da dieta humana há menos de 500 anos, quando o homem conseguiu extraí-lo da natureza. E o pior: que seu uso traz muito malefícios para a saúde. "É possível relacionar a universalização do consumo do açúcar com o aumento na incidência de doenças comuns atualmente, como câncer, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares", alerta a nutricionista funcional Juliana Trevilini Garcia. 

Está comprovado que o corpo humano é dependente de gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas não precisa de um miligrama sequer de açúcar. "A glicose que o cérebro precisa diariamente provem do açúcar já presente nos alimentos, fontes de carboidratos e não é prejudicial ao organismo. O grande problema está no consumo do açúcar refinado", salienta a nutricionista. 

Para ficar mais branco e soltinho, o açúcar extraído da natureza é submetido ao refino, que utiliza inúmeros produtos químicos. Nesse processo, as fibras, os sais minerais, proteínas e demais nutrientes são eliminados, resultando em um produto químico cheio de calorias vazias. "O consumo do açúcar refinado ainda produz um estado de superacidez que desmineraliza o nosso organismo, levando à carência de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio", explica Juliana. 

Apesar de prejudicial, é fácil tornar-se escravo do açúcar, pois sua absorção é muito rápida e, ao chegar ao cérebro, tem ação tranquilizante por meio da liberação do triptofano, que se converte em serotonina. "Percebemos que o consumo do açúcar é cada vez maior, aumentando nossa dependência, pois ele está presente em uma série de alimentos que comemos diariamente como: bolachas, pães, tortas, bebidas. A oferta ilimitada desses alimentos baratos e de alta concentração energética aliada ao sedentarismo acaba resultando em uma população cada vez mais obesa e doente", observa. 


Não bastando ainda, causa defeitos genéticos. Por exemplo: hoje, a cada 5 crianças que nascem uma será diabética. Quando você decidir ter um filho, junte mais 4 casais e joguem palitinho para sortear qual terá o filho diabético. Hoje existem 6,5 milhões de diabéticos no Brasil. Morrem 300.000 por ano nos EUA.

Portanto não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel o problema é a super concentração de açúcar; que quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sanguínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue, aí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível, aí da vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta insulina, abaixa o nível...E assim por diante, até chegar uma hora que o pâncreas não entende mais nada.

Você come um bombom seu pâncreas solta insulina para caixa inteira; é a HIPOGLICEMIA. Entre jovens adultos, três a cada cinco tem a doença – estágio pré-diabético.

Sem açúcar 

A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão do açúcar refinado não ultrapasse 10% da energia total da dieta. "Substituir o açúcar refinado comum por açúcar mascavo ou mel na alimentação pode ser uma opção, já que possuem mais minerais e vitaminas. Mesmo assim, o consumo ainda deve ser controlado, pois também são substâncias altamente energéticas", esclarece a nutricionista. 

Personal Family 

Como não é nada fácil cortar ou diminuir substâncias que fazem parte de nossas vidas desde criança, uma opção é a reeducação alimentar em família. Pensando nisso, a nutricionista Juliana Garcia desenvolveu o programa Personal Family. Uma tendência mundial, que vem para auxiliar as pessoas que procuram uma vida saudável. "A alimentação é algo fundamental para nos mantermos vivos. Por isso, precisamos nos alimentar adequadamente para termos saúde, vivermos bem e com qualidade de vida", explica. 

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